Outro dia estava conversando com uns amigos, quando começou a tocar uma musica no ambiente, para ser mais exato, era “Santeria” do Sublime. No começo estava calmo, cada um curtindo a musica do seu jeito, alguns batucando o que tivesse por perto, outros apenas mexendo a cabeça, alguns cantando mais alto, outros mais baixo e tiveram aqueles que tentaram arriscar mais erraram a letra, o que não tem importância pois não tiveram vergonha e tentaram pelo menos. Com o tempo todos iam se soltando cada vez mais, até formar um incrível coro: “What I really wanna know, my baby, oooh”…
Confesso que não estava muito afinado, mas trouxe um incrível bem estar e alegria para todos, ficou uma energia bem legal no ambiente. Só de lembrar já me arrepio e aconselho todos a terem momentos como esse, sentar com seus amigos, tocar aquela musica mais antiga que todos conhecem e cantarem, sem vergonha, juntos.
Foi quando a musica terminou, porém, que meu amigo abriu espaço para uma reflexão sobre estilos musicais ao falar: “Isso que é musica, não aqueles sertanejos e eletrônicas que o pessoal escuta hoje em dia.”. Essa é uma abordagem bem interessante, mas ao mesmo tempo preocupante que mostra o preconceito entre estilos musicais.
A musica já mostrou ter um poder incrível de influenciar pessoas tanto positivamente como negativamente, que inclusive merece um tópico apenas sobre isso mais para frente, só que abordagens como essa mostra uma coisa que a maioria dos artistas do ramo questiona, que é a falta de respeito e a individualidade. Não é porque a pessoa não gosta do estilo que pode criticar quem o faz e quem o ouve, a vida é muito mais ampla do que isso e os gostos não devem ser questionados, apenas respeitados. Se o musico esta no ramo, tem seus fãs, faz seus shows, tem suas musicas tocadas na radio ou apenas em vídeos na internet, é porque alguma qualidade ele tem e é isso que deve ser visto e entendido. Assim como o estilo musical, se esta “vivo” até hoje é porque algo de bom deve ter.
Pensem nisso e reflitam. Deixo agora uma frase, que um professor falou em uma aula de marketing, e alguns clips musicais para quebrar esse preconceito.
Mas antes, para quem ficou curioso, eu sou bastante eclético quanto a estilo musical, acho que cada um combina com um ambiente, o reggae e axé com praia; eletrônica e suas variações com balada; e assim vai, no meu Ipod tem de tudo um pouco. Agora, o que eu não recuso e sempre que toca eu ouço com gosto, é o bom e velho Rock’n Roll. E vocês, qual estilo musical mais gostam?
Frase: “Marketing não questiona necessidades, ele entende e atende. Se o produto é fabricado, é porque há procura e quem o compre.”
Vídeos:
Este clip é de uma nova banda, Super Heavy que juntou vários estilos musicais: Rock, Soul, R&B, Reggae e musica indiana. Vale a pena, ficou fantástico e a química foi perfeita.
Ah é, esqueci de avisar quem são os integrantes da banda… Nada mais nada menos do que: Mick Jagger, Joss Stone (que mulher), Dave Stewart, Damian Marley e A.R. Rahman. Essas feras estão gravando desde 2009, mas o primeiro CD sai só esse ano, é esperar para ver o resultado dessa incrível mistura. Quem tiver interesse assista também ao making off, mostra o clima descontraído e amigável entre eles, vale a pena.
Este já é mais conhecido. Cantores famosos cantando “We Are The World” em prol do Haiti, mostrando que somos todos iguais, que a união faz a força e que podemos sim ajudar aos outros.
Agora, uma incrível criação da cantora canadense Lisa Lavie, que é uma variação do clip acima, mas com a edição de diferentes vídeos do youtube de pessoas normais, cantores amadores do mundo inteiro. A musica e a causa são as mesmas, o diferencial mesmo são os cantores. Bem legal a iniciativa dela.
Por ultimo, a musica citada no começo do post, Sublime – Santeria. Essa não é a versão original e esta longe de ser, mas é uma que eu particularmente gosto muito e mostra um clima bastante amigável e positivo.
* Detalhe para o ultimo cara a esquerda, o que esta perto da luz, tirando som com uma colher.
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